segunda-feira, 17 de julho de 2017

Detalhes

Bem, se você acompanha o blog já sabe que eu faço ensino médio integrado ao técnico de Publicidade e blá blá blá vamos pular esse papo chato. Nesse ano continuei tendo a matéria DACG - Direção de Arte e Computação Gráfica - que entrou no curso ano passado, porém passou a ser lecionada por uma professora diferente agora (amém ♥). No primeiro trimestre (ou no início desse, nem me lembro mais) estudamos fotografia e aprendemos alguns conceitos básicos e de estrema importância para conseguir bons clicks. A professora até passou em classe O Fabuloso Destino de Amélie Poulain para que entendêssemos um pouquinho melhor essa área (tá pra existir filme tão bonito de se ver né? ♥). Também estudamos fotografia para cinema, que é um assunto que eu gosto bastante ♥ Enfim, como requisito para formar a nossa média mensal, foi pedido um ensaio fotográfico de tema livre, em dupla. As fotos deveriam apresentar alguns conceitos aplicados e possuir a mesma linha visual (paleta de cores). Depois de pensarmos um pouco, eu e minha dupla decidimos fotografar os detalhes lá da Estação da Luz, que têm toda uma história ligada ao desenvolvimento do nosso país e é cheia de sutilezas que a correia de uma estação de trem impede as pessoas de ver. 

No resultado final tivemos uma série de fotos com tons de marrom, amarelo e preto que deram ao trabalho um aspecto meio antiguinho (como a estação). 

Nós explicamos o tema escolhido da seguinte forma: 
Esse ensaio fotográfico é sobre os detalhes que deixamos passar na maioria de nossos dias. Sobre a beleza que nos envolve a todo o momento, mas não conseguimos ver por conta da perda de sensibilidade que a rotina, a correria, os problemas e os contratempos causam. Sobre os encantos que se escancaram na nossa frente e sobre as sutilezas que, por serem discretas, precisam de mais atenção para conseguirmos nota-las. O local escolhido como cenário para essas fotografias é repleto de pessoas sem tempo transitando de forma apressada, mas é também uma das estruturas mais belas e cheias de personalidade de São Paulo: a Estação da Luz.
Fiquei tão orgulhosa desse ensaio, que resolvi compartilhar com vocês. Deem uma olhada :)
Me contem nos comentários o que acharam das fotos! Aliás, a professora amou o trabalho 😉 (lacrei hehe).

Um beijão ♥

Playlist de Julho!

Oi meu povo! Tudo bom com vocês? Mas alguém ai suspirando porque daqui a poucos dias já têm que voltar as aulas? Bem, garanto que mais apegado às férias do que eu ninguém está. Esse 2017 não tá sendo nada fácil e existem um montão de questões ligadas a escola me fazendo um mal sem tamanho, essa é a razão de eu praticamente ter sumido do blog esse ano e vocês não têm noção da falta que eu sinto de estar mais presente aqui. Sinto falta de escrever minhas crônicas, de falar sobre os filmes e séries que tenho assistido, de mostrar minhas fotografias... Queria muito poder prometer encontrar espaço na minha rotina para atualizar o GI com mais frequência, mas pra mim se tornou quase impossível arranjar uma vaga entre as tarefas escolares, os compromissos que surgem do nada, as responsabilidades que sufocam e o desanimo que têm sido constante. Quero muito voltar aqui em breve para conversar com vocês sobre alguns temas que se tornaram parte da minha vida nos últimos meses, espero conseguir fazer isso.

Bem, desabafo feito (só queria mesmo justificar o fato de o GI ter sido quase que abandonado) notei que a última playlist que criei foi em Maio e desde então conheci tanta coisa boa que não podia deixar de compartilhar. Hoje vocês vão encontrar aqui um cara muito fofo (e meu crush musical mais forte atualmente) chamado Thalles Cabral, que canta em inglês, mas é 100% Made In Brazil; além de Liniker e os Caramelows, uma banda maravilhosa liderada pela Liniker que é uma aula sobre desconstrução de estereótipos de gênero e eu cometi o pecado de só conhecer agora; e a Kesha que ressurgiu com um hino sobre superação e está com um som melhor do que nunca (tô tão feliz por isso!). Peço atenções especiais também para as músicas da Beirut que sempre conseguem me deixar feliz e fazer com que eu me sinta em um filme, e essa nova da minha banda favorita no mundo, The Killers! O som deles tá bem diferente, um pouco menos rock, mas ainda muito bom!

Chega de falar né? Dá o play ai! 
Emicida - Eu gosto dela
Francisco, el hombre - Triste, Louca ou Má 
Liniker e os Caramelows - Zero
Apanhador Só - Cartão Postal
Yoñlu - Estrela 
Yoñlu - Mecânica Celeste Aplicada
Thalles - You, the Ocean and Me
Kesha - Praying
Cage The Elephant - Trouble
Beirut - A Sunday Smile
Beirut - Nantes
Beirut - Vagabond
Beirut - Santa Fe
Beirut - Postcards From Italy 
Anavitória ft. Matheus & Kauan - Fica 
Selena Gomez - Bad Liar
The Killers - The Man
Karol Conka - Lalá 
Karol Conka  ft. Boss In Drama  - Farofei
Major Lazer ft. Anitta & Pabllo Vittar- Sua Cara
Manu Gavassi - Farsa
Projota - Oh Meu Deus

Se você quiser saber o que eu faço quando não tô falando sem parar por aqui, pode me seguir no twitter, @thealienated, ou no instagram, @agarotainvisivel

Um beijo no coração ♥

sábado, 15 de julho de 2017

O seu vazio

Na primeira vez em que fiquei bêbada, você estava comigo. A gente andou 40 minutos de ônibus até aquela praça famosa por ter a melhor vista do pôr do sol e, convenhamos, foi mais por bobeira do que por qualquer outro motivo. O dia estava entre um dos mais nublados, cinzas e frios daquele mês. Eu deveria ter ouvido a minha mãe, ficado em casa, me embrulhado em baixo dos cobertores e assistido a Netflix, mas não fiz nada disso. Bati boca com ela, sai apressada pelo portão de casa e fui encontrar você e mais uma amiga. Lembro que a senhorita foi a primeira a notar a mulher com o carrinho de bebidas lá no fundo da praça, nessa hora eu fotografava, sempre fotografando... Você não precisou de muito para nos convencer a rachar duas garrafas daquele líquido doce e amargo que me fez franzir o rosto no primeiro gole, mas eu estava animada e achando tudo meio engraçado (ô adolescência besta), então bebi mais um gole, e outro e outro, e quando vi estava em pé olhando o horizonte e gritando que as coisas estavam meio fora do lugar. Vocês duas começaram a rir, principalmente você, que sempre se achou a verdadeira crítica de álcool. Tu me disse que eu era fraca demais para essas coisas, que a quantidade que ingeri não era praticamente nada, mas sei que naquela época você sabia tão pouco sobre bebidas quanto eu. Depois daquele dia eu parei, é raro sair com amigos já na intenção de beber e Coca-Cola ainda têm um gosto melhor pra mim do que qualquer uma dessas besteiras. É eu parei, mas você não. 

Não me leve a mal, essa foi uma boa lembrança por certo tempo, mas não sei dizer se ainda é. Sempre quis escrever tal história, mas planejava fazer isso de uma forma diferente. Talvez, só talvez, você tenha me mostrado um pouquinho de quem era de verdade naquele dia e me revira o estômago pensar que só notei isso agora. 

Depois disso você começou a frequentar essas festinhas que o pessoal marca no Facebook, e ok, eu não julgo a forma com a qual as pessoas procuram se divertir, por mais que nunca queira entender a graça de sair de casa para ir a um local lotado, ouvir música ruim, conversar com uma galera alterada e desinteressante e ficar com mais pessoas do que consegue contar nos dedos, só pelo simples prazer de salvar mais números na sua lista de contatos. Minha psicóloga diz que eu é que tenho gostos peculiares para minha idade, mas qual é? Conhecer lugares novos, fotografar, tomar sol no parque e reunir o pessoal pra comer cachorro-quente e assistir filme aqui em casa é tão incomum assim? Você curtia. Me mandava fotos dos lugares de São Paulo em que a gente ainda não tinha ido, reunia todo mundo na sua casa para tentar copiar as coreografias do Daniel Saboya, lotava minha galeria de fotos com os estados para os quais íamos viajar juntas e compartilhava qualquer noticia nova sobre a Beyoncé comigo. As vezes eu ficava irritada, meu celular sempre tocando por sua causa. Mas agora, faz dias desde a última vez em que nos falamos, uma conversa que provavelmente era sobre algum assunto escolar. Louco como sinto falta disso. Atualmente as palavras festa e social não saem da sua boca.

Tu era doce sabia? Uma boa pessoa. Doce, embora grosseira por vezes, meio preguiçosa, meio desistente. Volta e meia você ficava brava comigo, dizia que eu separava meus amigos em grupinhos, que me esquecia da sua existência, que te cortava das coisas. Mas nunca foi isso. Eu nunca tentei te magoar propositalmente. Só que a tua carência por atenção me afastava ocasionalmente. Me pergunto se é por isso que agora você abaixa o tom de voz quando passo perto das suas conversas, que inventa algum assunto aleatório quando pergunto o que é que tá rolando, que fala um monte de bobagem sobre mim assim que viro as costas, na intenção mais do que clara de me fazer sentir mal. E olha, você conseguiu, durante um tempão. Talvez até ontem de manhã. Mas não vai mais conseguir. 

Eu nunca vou entender porque você se tornou o que é hoje. Tu tinha um montão de sonhos, era ambiciosa e possuía a alma mais empreendedora que eu já vi (queria ter te dito isso, mas já não dá). Era bonitinho te ver planejando como alcançar seu objetivos, aquele brilho sutil nos olhos de quem se empolga fácil com as coisas. Mas você perdeu tudo o que te tornava boa e nem ao menos sabe disso. Continua com essa história de passar no vestibular esse ano, aposto que correr atrás de festas em plena quinta-feira vai te ajudar com isso. Uma amiga minha disse para eu tentar entender o seu lado, e sim, eu sei dos seus problemas pessoais e da sua família não tão tranquila assim. Mas ter problemas não deveria afetar a forma com a qual tratamos as pessoas (surpresa meu amor, isso todo mundo têm) e nem as pessoas deveriam aceitar serem colocadas pra baixo porque alguém passa por uma fase ruim. Eu entendo de fases ruins, e não vou te dar o direito de piorar a minha. Segue deitando a cabeça tranquilamente no travesseiro, totalmente satisfeita com quem é e com o que faz, se seu caráter é tão podre assim, o problema nunca fui eu. 

Ainda vou sentir sua falta durante um tempão e vai continuar doendo saber que a amizade que imaginei levar por anos pode nunca ter existido. É tão complicado abrir mão das poucas certezas que tínhamos né? Mas saiba que não culpo seus novos amigos, novos gostos e novo estilo de vida, afinal, não acredito que alguém ou algo tenha poder a ponto de mudar nossa essência. Ouvi em algum lugar que qualquer coisa ruim só serve como faísca, desperta o mal que já existia dentro da gente, mas não o cria. Quanto a mim? Tenho que largar mão dessa mania besta de me apegar até ao que me adoece. Através dessas palavras te deixo ir de vez e abro mão de qualquer sentimento de culpa. As lembranças que tínhamos juntas vão começar a parecer inventadas e essa dorzinho no peito que as vezes me pega de madrugada uma hora ou outra vai ter outro motivo que não você, e nesse momento seu veneno já vai ter escorrido do meu corpo. 

Olha, sei que temos virado completas estranhas uma para outra, porém aceite esse último puxão de orelha: não sei qual tamanho do seu vazio, mas você está preenchendo ele dá forma errada.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Santos

Acho que se eu tivesse de dizer que coleciono alguma coisa, diria que coleciono lugares. Desde que tomei consciência de que o mundo vai bem além das paredes do meu quarto e das ruas sem graça da minha cidade, criei gosto por conhecer qualquer pedacinho que fosse de chão novo. Amava quando minha prima inventava de me levar as exposições de São Paulo junto com ela, mesmo com todo o medo que a minha mãe têm das cidades muito grandes. Mas como uma professora de português certa vez disse: perigoso é estar vivo né? Quando ganhei autonomia suficiente pra andar por ai sem a presença de alguém mais velho, comecei a guardar um dinheiro para as passagens de metrô que me levam sempre a lugares que eu ainda não explorei. Acho isso incrível, e espero que você entenda o quão legal é riscar o nome de uma cidade da listinha. Triste mesmo é só quem não consegue sair da própria caixinha e tem medo/preguiça de saber o que tem do outro lado da rua. 

Por amar tanto conhecer lugares que ainda não são familiares pra mim, e também por ainda não possuir grana o bastante para ver com meus próprios olhos as belezas que existem fora desse estado, eu não perco uma chance, pequena que for, de visitar o que há de bonito perto de mim (as vezes nem tão perto). E é por isso que nem cogitei perder o estudo de meio da minha escola esse ano.

Resumindo (porque já falei sobre isso outras vezes), minha escola leva os alunos a uma cidade de importância histórica para o Brasil um vez por ano, e dessa vez foi Santos. Nós exploramos e tentamos entender tudo o que já aconteceu de relevante no local, para depois fazer uma espécie de exposição sobre ele. E olha, o terceirão conseguiu fechar com chave de ouro. Fizemos passeio de escuna, visitamos aquário, vimos essa cidade linda lá do alto e também conhecemos o museu o café (que tem uma estrutura DI-VI-NA). Eu vi o mar pela primeira vez (sério!), além de ruas lindíssimas que mantém as características de antigamente e um bondinho em circulação! Haha. Enfim, hoje eu decidi compartilhar uns clicks e momentos dessa dia em que me diverti horrores :)

Sobre o vídeo:

*Nota 1: O aquário de Santos é bem legal e vale uma visita, mas fiquei super triste com a área dos pinguins. No local eles tem uma parede adesivada com a imagem de várias geleiras, que seriam o habitat natural dos bichinhos, e não é que eles ficam imóveis olhando pra ela? Como se pensassem que estão ali, ou quisessem voltar pra casa. É de partir o coração! Não achei que a primeira vez que visse pinguins seria assim <//3 

*Nota 2: A música se chama Speak Up, de uma banda chamada Pop Etc. Obrigado, de nada ;)
Através da escola eu também conheci outros lugares maravilhosos. Você pode dar uma olhada clicando aqui ou aqui :)

Se você conhece Santos só por conta da sua famosa praia, eu sugiro que explore também alguns de seus pontos turísticos. Garanto que não vai se arrepender! E também não esqueça que, independente de onde você mora, tem sempre algum lugar fod* que ainda não viu (e que talvez nem exija muita verba ein?).

Espero que tenham gostado do post!

Um beijão e até breve ♥
                                                                                               

sábado, 20 de maio de 2017

Playlist de Maio!

Desde a última vez em que postei uma playlist nesse blog descobri um montão de sons novos, e quis compartilhar alguns deles aqui hoje. A listinha ta eclética como sempre ok? Começa com o indie pop da Marina and The Diamonds, que eu já conhecia mas me apaixonei só agora, e passa por um dos novos hits do Paramore (minha banda favorita dos 11 anos de idade, que até hoje não sai dos meus fones de ouvido). Aliás, eles estão lançando álbum novo meu povo, aleluia! O estilo visual do clipes e das músicas mudou um pouco, mas está tão bom quanto sempre foi (ou ainda melhor). Ah, e falando em novo, a Miley Cyrus e o Harry Styles conseguiram entrar pra essa playlist também e isso eu não imaginava ser possível. Os dois estão fazendo um som bem diferente do habitual, principalmente o Harry, que tá em uma vibe indie e mais madura, e que lançou um clipe maravilhoso recentemente ♥

Têm também meu mozão Tom Odell com uma de suas músicas calminhas (essa é da trilha sonora de ACDE), uma versão de Glee que eu resgatei do túnel do tempo e outras coisas muitos boas nessa lista. Dá o play ai!

Marina and The Diamonds - Teen Idle
Marina and The Diamonds - How To Be a Heartbreaker 
Marina and The Diamonds - Bubblegum Bitch
Paramore - Hard Times
Luis Fonsi, Daddy Yankee feat Justin Bieber - Despacito
Elle King - Ex's & Oh's
Miley Cyrus - Malibu
Harry Styles - Sign of the Times
Tom Odell - Long Way Down
Glee - Keep Holdin' On
Rihanna - Love On The Brain
Anavitória - Singular
Manu Gavassi - Hipnose
Banda Uó - Sauna
Elza Soares - Mulher do Fim do Mundo

Meu estilo musical é bem louco, como você pode perceber por essa playlist que começa no indie e vai até o técnobrega e a MPB. Então, se você quer me indicar uma música que está gostando muito atualmente, pode deixar aqui nos comentários que eu com certeza vou ouvir ok?

Um beijão e até o próximo post ♥

O céu ainda é azul, você sabe

A alguns dias eu e uma amiga fomos visitar a exposição ''O céu ainda é azul, você sabe''. Uma professora nossa havia recomendado, já que as obras em exibição são criadas por ninguém menos que a Yoko Ono, e isso acabou despertando nossa curiosidade. Ah, mas não se engane ein? O relacionamento dela com o John Lennon não tem nenhuma menção na mostra, o foco mesmo é o trabalho dessa artista e como suas peças sempre convidam aquele que as observa a interagir e completa-las. 

Confesso que pelo que tinha ouvido falar da exposição, acreditava que ela teria uma proposta inteiramente feminista, mas na realidade as mensagens passadas são as mais diversas. Isso não me decepcionou nem um pouquinho e, para falar a verdade, pela primeira vez uma exposição mexeu comigo. Sejamos sinceros né? Nem sempre a proposta passada em obras de arte fica clara e, por mais que vejamos alguma beleza naquilo, é difícil ser tocado sem entender do que realmente se trata. 
Bem na entrada do Instituto Tomie Ohtake (que fica em Pinheiros) já nos deparamos com uma das instruções de Yoko (que esqueci de fotografar, mas vocês podem ver aqui) e quanto mais avançamos por as salas do espaço, mais nos deparamos com esses convites para também nos tornarmos arte. Demorei para entender que nem todas as peças ali eram palpáveis. Algumas eram ações que os visitantes deveriam tomar, não dentro do museu, mas sim em suas vidas.
Minhas peças favoritas foram a ''Imagine a Paz'', onde precisamos carimbar a paz em lugares que precisam dela (ou seja, em todo um mapa); a ''árvore dos pedidos para o mundo'', onde cada visitante é convidado a anotar um pedido em um papel e pendura-lo na árvore com um barbante (é bem divertido e inspirador ler com o que as outras pessoas sonham); e a “escreva suas memórias sobre a sua mãe”, que não precisa de explicação né? hehe. Essa última, em especial, foi a que mais me tocou, bateu até uma vontadinha de chorar quando escrevia sobre minha mãe em alguns post-it's e lia o que outras pessoas escreverem. O serzinho de luz é a nossa mãe né gente?
Outro coisa interessante na exposição é a sala de depoimentos de violência contra a mulher. A proposta é muito boa e nos faz refletir quanto a maneira com a qual criamos as mulheres e os homens da nossa sociedade, mas também requer estômago forte. Alguns relatos são incrivelmente empoderados, do tipo que trazem inspiração para continuar a luta que é viver sendo desse gênero. Mas alguns são imensamente tristes também, com histórias de mulheres oprimidas e violentadas de todas as formas por seus pais ou maridos (ou até desconhecidos, é claro). Essa sala consegue despertar nojo, ódio e revolta em qualquer um :/ Aliás, até o fim da exposição continuarão sendo recolhidos depoimentos desse tipo para serem expostos (de forma anônima ok?). Se você têm algo a contar pode mandar um e-mail para estamosemergindo@gmail.com ou entrar em contato com o número (11) 98900 - 6773 no whatsapp.   
Mas além disso tem muitas outras coisas para se ver por lá. Pedrinhas, capacetes, tintas, filmes e até porcelanas quebradas nos chamam para reflexão de algo importante como o amor ao próximo, a união e a desigualdade.
Já deu para perceber que recomendo muito a visita a ''O céu ainda é azul, você sabe''. Se você é de São Paulo, aproveita que ela vai ficar no Tomie Ohtake até dia 28 desse mês e que o ingresso é super baratinho (e é gratuito as terças ein?). Clique aqui para mais informações :)

Gravei um videozinho com mais alguns detalhes dessa mostra:


Espero que tenham gostado desse post mais cultural (Paloma também é arte monamour ☺).
 
Um beijão e até mais ♥

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Look do dia: La valse d'Améli

No feriadão passado (o que dizer dessa chuva de feriados maravilhosa?) eu e minha turma de Publicidade fomos até Santana de Parnaíba realizar uma ação muuuito legal (que me tocou de várias formas ♥), mas não vou dar detalhes aqui porque quero deixar para falar sobre a experiência no resumo mensal do mês de Abril. Aproveitei essa visita para dar umas voltas pelo centro histórico da cidade, que eu já havia conhecido ano passado graças a escola também (tem até post sobre a primeira vez que fui lá). E minha gente, quem é de São Paulo tem que dar uma passada por Santana pelo simples motivo de o lugar parecer um cenário fofo de novela das 18! 

Se eu não me engano a região é tombada, ou seja, o poder público a declarou como patrimônio da história do país e nada ali no centro pode ser mudado. Graças a isso, dar umas voltas pelo local faz com que qualquer um se sinta em um filme antigo, faltando só uma boa trilha sonora. Aliás, talvez pelo fato de ter assistindo ''O Fabuloso Destino de Amélie Poulain'' em uma aula sobre fotografia recentemente, fiquei me lembrando de uma das músicas principais do longa enquanto caminhava por aquelas ruas: La valse d'Améli. Dai é que vem o nome do look :)
Além do museu, da feirinha, do cinema com aquela estrutura antiguinha e de outros pontos turísticos legais para se visitar, a cidade também é ótima para quem curte fotografia e quer uns cenários shows. Eu, como não poderia ser diferente, fiz uma amiga de fotografa e separei alguns clicks (dos incontáveis que tiramos) para esse look do dia. Um descrição rápida porque odeio detalhar looks: o swaeter cinza eu comprei a séculos atrás na Besni e tem um tecido bem quentinho que eu amo; a calça jeans azul escura de cintura alta (óbvio) e o cachecol cinza são de lojinhas aleatórias que não sei o nome; e esse oxford é de uma marca chamada Camomilla (e me lembra muito a fase lady like da Tay rs).
Música que dá nome ao look (é uma graça, ouçam pelase!).
Espero que tenham curtido o post!

Um beijão e se cuidem ♥