segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Sobre o fim, o medo, os arrependimentos e a bagagem


Meu término (quase) oficial do ensino médio aconteceu essa semana. Segunda e terça fui na escola realizar umas atividades que havia perdido (displicência de terceiro ano) e quinta fui apresentar um trabalho muito a contra gosto. Ainda vou ter que dar as caras por lá pra pegar meu último, e provavelmente em um tom assustador de vermelho, boletim; além do meu histórico escolar cheio de altos e baixos e com uma foto tirada no primeiro ano de uma garota que nem se parece mais comigo. Ainda é muito surreal pensar/falar sobre isso, principalmente olhando para a foto dos meus amigos pregada no mural de cortiça que tenho atrás desse computador. Ela foi tirada sábado passado na Playland, um pouco antes de nos enchermos de pizza e milk-shake de menta, momento em que a possibilidade de não os ver mais com frequência nem passava pela minha cabeça. Bem, agora ela passa, e parece que quão mais próxima fica a formatura, mais medos vem me surgindo. Sem receio de parecer boba eu confirmo: tô apavorada.

Voltando para casa depois de comprar um salto que combina com meu vestido, pensei que essa é provavelmente a sensação mais estranha que já senti. Não que seja a primeira vez que ela faz uma visita no meu coração já muito angustiado, mas esse sentimento bem do peculiar, merecedor de um nome próprio pra ele, é extremamente raro. Sinceramente, acho que ele está muito relacionado ao fim das coisas. Se você me pedisse uma descrição, eu diria que se aproxima do dia em que dei tchau para os meus avós, depois de um mês de férias na casa deles, para voltar pra minha própria casa, e o que senti no término da minha série favorita somado ao pânico de quando me perdi sozinha nos arredores daquela avenida desconhecida. É, seria algo próximo disso. 

Como ter vivido um período muito bom e não saber quando algo assim vai se repetir. Como ter medo de ir, progressivamente, perdendo o contato com quem a gente ama. Como não fazer ideia do que está escrito na página seguinte. Droga! Para alguém gosta de saber pra onde está indo, eu tenho me sentido perdida demais.
Não me interprete errado ok? É irônico estar assustada com o término de algo que eu odiei durante um bom tempo, e se tem algo que esse ensino médio (somado ao técnico) não foi, é fácil. Sei que se você está na faculdade, ou começando a se sustentar sozinho, ou tentando fazer as duas coisas ao mesmo tempo, isso tudo vai parecer uma besteira sem tamanho, mas, para me entender melhor, lembre-se de como se sentia quando era um pouquinho mais jovem.
Eu não sei qual foi a sua história, mas a minha talvez tenha tido doses de alegria e tristeza  exatamente na mesma medida. Ainda no primeiro ano desenvolvi ansiedade, que agora em 2017 chegou em seu ápice. Hoje, dia nove de dezembro, parece que boa parte das coisas que vivi não passaram de um sonho ruim, mas se me esforçar um pouco consigo sentir o desespero de muitas das minhas crises. Eu conheci sentimentos que não achei que seriam parte da minha vida, eles me feriram de uma forma que permaneço sem saber explicar. Com a ansiedade veio o início de uma depressão que me fazia não conseguir levantar da cama em alguns dias. Inúmeras manhãs eu passei olhando para o teto do quarto e depois de um tempo fui deixando de me sentir mal por me recusar a ir a um lugar que me machucava. Mas, honestamente, não quero me prolongar sobre os transtornos que me fizeram frequentar a terapia durante 9 meses. Eu sei que adolescência é muitas vezes pintada como a fase mais linda da vida de alguém, mas a quantidade de pessoas que vi adoecerem esse ano me diz o contrário.

Como se isso não fosse o suficiente, conheci mais pessoas tóxicas do que você julgaria possível. Perdi tanto tempo nas mãos de quem não me queria bem... Eu cultivei ódio, mágoas, raiva e no final da história, cultivei só o desinteresse. Descobri que ao longo da nossa caminhada vão surgindo esses seres, que nos odeiam só por não sermos iguais a eles e odiá-los de volta é uma forma de alimentá-los. Por mais louco que soe, até a elas sou grata, essas experiências me fizeram crescer de um jeito inimaginável. Aparte, temos as noites sem dormir, as confusões com os grupos, o cansaço dos trabalhos e provas que andam sempre  coladinhos, os colegas chatos que acreditam ter opiniões muito superiores, os professores interessados só em alimentar o próprio ego e o sentimento de solidão e exclusão que todo mundo sente em algum desses três anos. 

Eu também me arrependo de muita coisa. Não estudei para provas de matemática nas quais poderia ter ido bem (hehe), não tomei decisões que claramente eram as certas, não aproveitei oportunidades que se escancaram na minha frente, não dei valor a coisas que teriam enriquecido muito mais meu aprendizado e, principalmente, deixei para conhecer pessoas que valem realmente a pena somente nesses últimos meses. Mas não gasto mais nem um minuto se quer me lamentando. Tudo isso vai para o lixo junto com as anotações meia boca que fiz das aulas de química. Conto aqui o que levo comigo.
Eu levo todas as vezes que fui a pé para a escola com meu melhor amigo, reclamando sobre a vida e sobre algum professor sem noção. Eu levo as últimas amizades que fiz e como era bom chegar na sala de aula e ver o rostinho deles. Eu levo as manhãs que passei no laboratório de informática editando comerciais para o meu TCC e as risadas que dávamos jogando conversa fora enquanto isso. Eu levo tudo o que a minha professora de português disse sobre como começar de baixo é importante para que possamos conhecer o caminho todo. Eu levo os fins de dia do meu primeiro ano, em que chegava no ponto de ônibus com minhas melhores amigas as 18:40 e aparecia em casa quase umas 20:00 da noite (desculpa mãe). Eu levo a gratidão de ter aprendido a me virar em meio a todas as cores das linhas da CPTM, graças as vezes em que me prometeram 1 ponto na matéria por ir ver alguma exposição em SP. Eu levo alguns trabalhos que me deram orgulho e todas as minhas redações. Eu levo as fotos, os abraços verdadeiros, os desabafos e os lugares que tive o prazer de conhecer. Eu levo essa bagagem cheia.

Sei que, considerando todos os itens ruins que listei aqui, deve parecer loucura dizer que coisas tão simples tenham feito a experiência valer a pena. Mas acredite, valeu. Eu tenho a sorte de ter nascido com uma visão boa o suficiente para ver o valor das coisas mais pequenas e, no final das contas, não são elas o motivo de estarmos aqui?

Sabe, eu sempre acreditei que o incrível não é algo perfeito, mas sim aquilo que nos modifica para sempre. É a mistura dos pontos mais altos de felicidade e tristeza. É o que nos torna quem somos e nos dá histórias de presente. O ensino médio não foi só a bagunça de livros e papéis jogados dentro da mochila, foi uma fase da vida; fase essa que modificou a forma com a qual penso e enxergo o mundo ao meu redor e, assim como eu disse nesse texto mal escrito de dezembro de 2014, foi incrível.

Lendo isso agora, penso que deveria começar a moderar a quantidade de parágrafos, mas esse texto foi mais para mim mesma do que para qualquer outra pessoa.

*as fotos são, respectivamente, do meu primeiro, segundo e terceiro ano (notem a evolução no tamanho do cabelo rs).


domingo, 10 de dezembro de 2017

Wishlist do mês!

Hey pessoal! Tudo bem? Sem delongas nessa introdução, o post de hoje é a wishlist dos itens que mais tenho desejado ultimamente e, aliás, notem como essa lista têm muita "influência digital". Me surpreendi ao perceber que a maioria das coisas que venho querendo comprar eu vi em fotos de pessoas que sigo e admiro. Vocês também tem notado como a internet tem tido influência sobre nossos gostos? É louco!

1 - Mais alguém ai só funciona a base de agendas? Eu sempre tenho uma e mais alguns caderninhos e apps que me ajudam a lembrar de compromissos importantes e tarefas, e acreditem, mesmo assim consigo esquecer de um montão de coisas. Não sou tão organizada quanto pareço e sei que seria ainda mais perdida se não fossem esse itens, por isso quero muito um planner para 2018. Um dos motivos é que a partir de ano que vem sou responsável por montar minha própria rotina (terminei o ensino médio rs) e se não manter o foco e a organização vou ficar louca.

2 - Mais alguém está vendo essas saia de "couro" com zíper na frente em todo lugar? Acho que a peça que mais aparece no meu instagram ultimamente é essa e, mesmo sem querer, acabei me apaixonado por ela. Alguém conhece uma loja online confiável para comprar? Não vi o modelo a venda em nenhuma física :/

3 - É perua que chama né? hehe. A cada dia que se passa vou gostando mais de coisas com MUITO brilho e essa bota prateada de cano curto é um exemplo, tô louca por uma!!!

4 - Acho maravilhoso como nosso gosto vai mudando e, de repente, nos vemos desejando coisas que antes julgávamos e víamos com outros olhos. Botas Over Knee são uma das minhas mais recentes obsessões e nem parece que quando eu era mais nova achava elas a coisa mais exagerada do mundo. Hoje eu adoro a versatilidade desse sapato, já que vejo looks de todos os tipos com eles, desde os fofos até os mais ousados.

5 - Gosto muito da escrita do John Green e posso dizer com certeza que ele é um dos meus escritores preferidos. Acho que o último livro que li dele foi "Quem é você Alsca?" (todo dia a mesma dor de terem cancelado o filme) e desde então não tive mais contato com nada do autor. Fiquei muito feliz quando soube que ele estava lançando "Tartarugas até lá embaixo" e achei o titulo e a sinopse muito curiosos. Já quero ler!

7 - Não tenho como não dizer que achei Reputation o melhor álbum desse ano! Sou suspeita pra falar porque já sou muito fã do trabalho da Tay, mas acho que ela se reinventou como nunca nessa nova fase. Desde que liberaram as músicas no spotify eu tenho as ouvido praticamente todos os dias (até quero fazer post com as minhas favs) mas mesmo assim gostaria de ter o álbum físico, que está lindíssimo! 

8 - Também comecei repentinamente a gostar de bonés, isso por influência de amigos e de algumas pessoas cujo o estilo eu adoro, como por exemplo a Manu Gavassi rs. O da foto é de camurça, porque esse tecido é provavelmente minha tendência favorita do ano. Aliás, vi um desses lá na F21 a uns dias atrás. 

9 - Outra coisa que estou curtindo muito: óculos com lentes coloridas, mais especificamente as amarelas. É bem tiozão dos anos 70, mas eu gosto rs.

10 - Falando em ser influenciado digitalmente, a Bruna Vieira postou esse look aqui, inspirado em Look What You Made Me Do (olha a Over Knee ai de novo!) e eu, que nem tinha gostado dos looks do clipe (irônia bb), amei! Fiquei na vontade de um "blusão" desses, vocês sabem se peça têm nome especifico? 

Um beijão, um pedido de desculpas por a quantidade pontos de exclamação que usei nesse post e até mais ♥

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Trilha sonora de dezembro

Hoje é dia 07 de dezembro. Isso mesmo, DE-ZEM-BRO! A ficha de vocês já caiu? Porque eu continuo sem acreditar que 2018 tá bem ali, batendo na nossa porta e perguntando se estamos prontos pra outra. Admito que, mesmo com momentos que pareceram durar uma eternidade e com mais altos e baixos do que posso contar, esse ano passou voando e eu não sei direito o que fiz com os meus dias. Conhece aquela sensação de que tudo aconteceu ao mesmo tempo, mas você ainda poderia ter feito mais coisas? Me sinto assim agora, mas tô tentando aceitar que o tempo é uma das coisas mais loucas que existem e que a gente não tem nenhum poder sobre ele. 

Okay, vamos cortar fora esses papos nostálgicos de fim de ano né? (me perdoem, mas acho que sempre fico meio reflexiva nessa época hehe). O post de hoje é na verdade a última playlist de 2017, e notei que a semanas eu não mostrava minhas descobertas pra vocês, porque ao montar essa lista me deparei, apenas, com 26 músicas (isso porque uma e outra for
am cortadas). E como sempre ela tá bem eclética ein? Tentei montar uma sequência mais organizada, que vai do indie ao pop e termina com MPB (minha Elza maravilhosa). Queria pedir atenção especial para umas antiguinhas que voltaram para os meus fones de ouvido (R.E.M, The Killers, Detonautas e John Mayer), para World Alone da Lorde (ô mulher que consegue me traduzir em música!) e para as primeiras originais do meu crush supremo do Youtube, o Jão

Dá o play ai!
Lorde - A World Alone 
Nicole Reynolds - In The Morning 
Cage The Elephant - Cold Cold Cold 
Pacific Air - Float 
The Clash - Should I Stay or Should I Go
R.E.M. - Losing My Religion
Pixies - Where Is My Mind 
The Killers - Smile Like You Mean It 
Panic! At The Disco: Vegas Lights 
Panic! At The Disco: Death Of A Bachelor 
Panic! At The Disco: Emperor's New Clothes
Detonautas - Quando o Sol Se For 
André Prando - Amiga vagabunda
John Mayer - Half of My Heart 
Marcela Tais - Ame Mais, Julgue Menos
Maggie Lindemann - Pretty Girl 
Grace VanderWaal - Moonlight 
Kesha - Learn To Let Go 
Mariana Nolasco - Poemas Que Colori 
Jão - Álcool
Jão - Ressaca
Demi Lovato - Tell Me You Love Me
Anitta & J Balvin - Downtown
Gloria Groove - Muleke Brasileiro
IZA - Pesadão
Elza Soares - Maria da Vila Matilde

Deu pra perceber que meu gosto é meio doido né? Então, se você tiver alguma boa indicação de som, é só me contar nos comentários! Eu vou adorar ouvir :)

Um beijão ♥


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Look do dia: Power

Hey! Tudo bom com vocês? Tô tão enferrujada que nem sei direito como começar esse post. Já faz umas semaninhas que não apareço por aqui, os trabalhos finais e as últimas provas foram os responsáveis por isso. Atividades entregues e notas fechadas, não tenho mais muito o que fazer na escola além de resolver uma questão ou outra. Estou praticamente de férias e meu coração tá pulando de alegria (juro pra vocês que o clima até melhorou). O alívio é visível, apesar de a ficha de que o ensino médio acabou não ter caído ainda. Estranho né? Mas isso é assunto para outro post. Tô muito empolgada para aproveitar todo o tempo livre que não tive esse ano e nesse momento, bem na minha frente, tenho uma listinha de ideias para por em prática aqui no blog (torçam para que os ventos soprem a favor). 

Sem mais enrolação, hoje eu queria mesmo é mostrar pra vocês um look que montei dia desses e que se tornou um dos meus preferidos. Aliás, compartilho também a felicidade de o quintal aqui de casa ter sido pintado de branco e a luz dele estar maravilhosa para mim, que amo fotografar ♥
A saia de cintura alta eu comprei recentemente e se tornou uma das minha peças favoritas, infelizmente não dá pra ver na foto, mas o tecido dela é camurça. Me apaixonei por ela assim como por essa camiseta, com a estampa: we should all be feminists (nós todas deveríamos ser feministas). Como faz pra não gostar? Além da frase, que me ganhou na hora, ela tem um pouco de rosa bebê, que se tornou minha obsessão ultimamente, e custou só 20 REAIS! As duas peças são da C&A se não me engano :)
A bolsa carteiro é a de sempre, comprada em uma lojinha aqui do meu bairro, e o óculos já é velho conhecido de vocês, também da C&A. O Coturno é da Besni, de uma marca chamada Via Marte, e os brincos eu encontrei em alguma loja aleatória de biju. 

Música que deu nome ao look: 
who got the power?!!

Espero que tenham gostado do post e em breve nos falamos de novo, okay?

Beijão ♥ 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Sobre os últimos dias

Hey! Tudo bom com vocês? Se lembram dessa pessoinha aqui? Voltei depois de séculos sem blogar (mesmo depois de prometer a mim mesma que a frequência de posts se tornaria pelo mais aceitável), mas dessa vez tenho desculpas bem plausíveis. As últimas semanas foram, provavelmente, as mais insanamente corridas que tive na minha vida. Isso devido a diversos fatorezinhos (ô mania chata de por as palavras no diminutivo), sendo o maior deles o tão temido e odiado Trabalho de Conclusão de Curso. Em algumas semanas não parei em casa, em alguns dias tinha certeza de que meu sono jamais seria posto em dia novamente, mas olha só, sobrevivi e pirei menos do que esperava; e hoje vou contar pra vocês um pouquinho do que rolou de mais legal no meu período de desaparecimento (porque os perrengues a gente esconde né?). Agora chega de enrolar nessa introdução, porque esse post vai ser grande, com toda a certeza (espero que você tenha paciência para lê-lo).  

Sei que o último post aqui do blog foi sobre isso, mas como esse é um resumo do que fiz de mais legal nas últimas semanas, não vou deixar de citar de novo. Fui visitar a Casa das Rosas em um dos últimos feriados que tivemos e, apesar de não me apaixonar completamente por o lugar, consegui uns clicks maravilhosos por lá e ainda continuo recomendando a visita. Falei sobre esse ponto turístico de SP aqui e se você quiser ir até lá deveria dar uma olhada nele :)
Provavelmente eu já falei aqui (por motivos de adorar reclamar dessa área da minha vida) que quando você chega em um terceiro ano de curso técnico integrado ao médio, que consome do seu tempo á sua alma com 18 matérias e muitas tretas, fica um tanto quanto complicado ter ânimo para qualquer coisa vinda da escola, mas olha, não vou negar, volta e meia surge algo que me surpreende. Foi esse o caso de um trabalho pra a matéria de Direção de Arte que fiz recentemente. A premissa era bem simples, criar peças para a campanha de um produto escolhido por nós mesmos, e eu e minha dupla escolhemos algo que não poderia ser mais a nossa cara: a Instax Mini da Polaroid. Por amar fotografia e achar o estilo vintage dessa câmera a coisa mais fofa, logo me empolguei. Então gravamos um comercial e fotografamos lá na Liberdade e na Av.Paulista (não tô falando que é a minha cara?!) e eu estou louca pra mostrar pra vocês o resultado disso tudo. Pretendo fazer um post falando sobre a a minha experiência cursando Publicidade por três anos e com certeza vou colocar os anúncios criados para a Polaroid lá ♥

Obs: foi extremamente cansativo passar o dia fotografando e gravando para esse trabalho sob um sol de rachar o coco (nem tudo são flores).
Também peguei um dia livre para ir ao cinema junto com uma galera assistir IT: A Coisa e gente, QUE FILME EIN?! Não vou dizer pra vocês que tive medo de verdade em alguma cena, o máximo que um fã de filmes de terror vai ficar assistindo ao filme é tenso, mas mesmo assim me apaixonei pelo longa. A qualidade de caracterização, fotografia, trilha sonora (ênfase nesse quesito) e atuação é incrível! Recomendo muito que vocês vejam esse remake e preciso comentar que achei ele bem vibes Stranger Things, com personagens que me lembraram muito os da série e uma lição de moral meio "união e amizade vencem o mal" sabe? hahah. 
Arrependida e culpada fiquei por não dar a atenção devida a Perfect Places quando esta foi lançada (aliás, olha Lorde de novo aqui nos meus resumos mensais). A canção é a minha cara de um jeito que nem sei explicar, mas sei dizer que a Lorde consegue me descrever nas músicas dela e eu raramente falo isso de algum artista. O ritmo da música é bem vibes (meu termo preferido), a letra é maravilhosa (eu exijo que confiram ela aqui) e a fotografia do clipe é lindíssima! Apenas assistam ♥
Vale aqui uma menção aquela fase da vida em que você começa a ser convidada para várias festinhas/eventos de 18 anos. Esse registro ai (com meu squad favorito) é do dia em que arrasei dançado forró e fazendo cover da Pabllo Vittar. 
Outro filme que vi no cinema nos últimos dias foi Mãe!, do diretor Darren Aronofsky, responsável por Cisne Negro e Noé. Ele conta com a Jennifer Lawrence e o Javier Bardem brilhando nos papéis principais, mas meus amores, eu garanto que Jennifer é responsável por a maioria dos sentimentos despertados em quem vê o longa (a indiquem ao Oscar mais uma vez, eu peço!). E que longa ein?! Podeira dizer que ele têm um pouco dos outros filmes do diretor que citei aqui, mas ele é muito mais do que isso. Mãe! é assustador, te faz sentir mal consigo mesmo e com a humanidade, conta com cenas perturbadoras que causam uma angústia de travar a garganta de quem consegue entender a metáfora presente ali. Aliás, talvez o grande motivo de as críticas desse filme serem tão mistas seja esse: Mãe! exige que você se esforce para entender a história, do começo ao fim, ele não vai te entregar nada de mão beijada. A quem diga que o amou (como eu) e quem diga que ele é absolutamente entediante. Sobre esse segundo tipo de pessoa eu garanto: está acostumada a receber histórias de compreensão fácil demais. 

Eu quero muito que todos que conheço assistam a esse filme, e vou dar uma dica pra que você saiba mais o menos o que está por vir: Mãe! é uma alegoria para histórias bibicas, mas está longe de ser um filme religioso. 
Momento diquinha: encontrei em uma sessão esquecida do Carrefour esse suco da Campo Largo e achei a embalagem tão fofinha que resolvi comprar (sou dessas). Ele é uma mistura de maçã e tangerina, e é completamente natural, o que o torna bem azedinho. Se você curte abrir mão daquela coca sagrada de vez em quando, eu recomendo que experimente ele, que custa no máximo uns três reais. 
Como não tive tempo pra nada nas últimas semanas, não pude colocar minhas séries em dia e estava me recusando a assistir qualquer coisa nova, já que devido a correria eu provavelmente a largaria pela metade, até que conheci The Good Place por indicação de uma amiga. A série está na segunda temporada e os episódios são bem rápidos, por isso vale a pena assistir se você estiver sem tempo. Ela me ganhou logo no primeiro ep por ser super leve e descontraída, com personagens pelos quais até adquiri apego emocional, e com a Kristen Bell, que eu adoro!

The Good Place conta a história de Eleanor, mulher que morre e vai parar no céu por acidente, já que era uma pessoa da pior espécie na terra (creio que não é spoiler já que a gente fica sabendo disso no comecinho da série). Mas o céu não é nada parecido com o lugar em que a gente ouve falar desde criança, na verdade ele é denominado Lugar Bom e é basicamente o bairro dos sonhos de todo mundo. O sistema de seleção para entrar nesse paraíso é bem racional também, baseado em uma pontuação que você adquire com cada ato seu. Recomendo muito que vejam essa pérola que sempre me faz rir (adianto que o fim da primeira temporada tem um super plot twist). 
aaaaaa ♥
Para finalizar vamos ao motivo, já citado, do meu sumiço aqui do blog e de todas as outras redes sociais: TCC. Sim, o terror de todo mundo que passa pela faculdade eu vivi logo no ensino médio. Acontece que o pessoal que estuda no instituto técnico da minha cidade precisa passar por essa conclusão, independente do curso, e o terceirão acaba sendo dedicado em sua grande parte a esse trabalho gigante. Nele nós colocamos em prática todo o conhecimento adquirido por meio das matérias técnicas ao longo dos três anos de ensino médio e montamos uma campanha publicitária inteirinha para um produto escolhido por a agência, também criada por nós. Minha agência é a Tsuru e nosso produto foi o Café Leão. Criamos peças para televisão, redes sociais, relógio de rua, revista... Além de montarmos toda a verba gasta com tais coisas e uma monografia gingante. Foi desesperador, foi divertido e foi um aprendizado enorme, tudo ao mesmo tempo. Planejo falar sobre esse job com mais alguns detalhes em breve, mas agora que já passei por isso, só preciso de um descanso dessa loucura. 

Alguém ai ainda? hahah. Espero que tenha curtido o post!

Um beijão e até a próxima <3

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Casa das Rosas

A alguns dias atrás houve o tão aguardado e sonhado feriadão da proclamação da independência, então eu e mais duas amigas aproveitamos a folga para passear por SP, mas especificamente por a Avenida Paulista. O objetivo na realidade era visitar a File 2017, aquela exposição de tecnologia bem interativa que eu já citei aqui outras vezes. Fui nela em 2015 e em 2016 e não queria perder esse ano, mas quando chego no prédio da Fiesp o que encontro? A exposição sendo desmontada. Fiquei super chateada, mas para não dar o dia (e as passagens de metrô) por perdido, resolvemos conhecer um lugar no qual ainda não tínhamos ido: a Casa das Rosas. Pegamos um Uber e fomos até lá, e pra ser honesta com vocês, só recomendo um rolê pela casa se você quer fotografar mesmo. A estrutura é linda e o jardim é bem bonito também, mas nos poucos cômodos não tem muita coisa para si ver. Talvez, se você curte muito arquitetura ou design de interiores, goste de dar uma passada por lá, dá até pra agendar uma visita com um guia te explicando a história desse ponto turístico, mas caso contrário, acho que posso te apresentar lugares mais legais de São Paulo. Bem, sei que de vez em quando rolam eventos relacionados a arte por lá, e em volta da casa encontramos alguns restaurantizinhos e um ambiente bem agradável para relaxar, mas isso é só o que tenho a pontuar sobre o local.

De qualquer forma, tirei várias fotos por lá e quis compartilhar com vocês as que mais gostei. Espero que gostem também! 

*Ah, já vou me desculpando por a qualidade de imagem que vária muito de uma foto para outra.
cara de é o que??
Beijão e até o próximo post ♥

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Os dias que se seguiram depois de você

Hoje meu dia foi incrível. Foi leve, foi divertido, foi como a maioria dos últimos dias. Os dias que se seguiram depois de você. Não que você se importe, não que você me deseje algo além de mal, mas quero te contar sobre como têm sido minha rotina desde que descobri que a gente pode sim assumir o controle da nossa vida. Fique tranquila, eu não pretendo pintar aqui um quadro onde o céu é mais azul e as nuvens mais branquinhas, porque, diferentemente de você, eu não sou uma atriz tão boa. Eu me entrego a minha verdade, sendo ela bonita ou extremamente dolorosa, e essas palavras são a minha verdade agora.
Ainda têm você por todo lugar. Quando acho que não vou conseguir me levantar da cama para cumprir as minhas obrigações diárias, quando em um domingo qualquer meu coração se aperta no peito e tenta escapar pela boca ou até quando alguém é receptivo e caloroso comigo. Tenho medo de deixar de acreditar nas boas intenções e de me negar a cultivar novas amizades, mas é que você fingiu tão bem e por tanto tempo a minha importância em sua vida. Tenho motivos pra ser tão desconfiada (mas acho que a palavra correta é paranoica). Eu ouço a tua voz quando tento encontrar segundas intenções nas palavras dos outros, quando quero terminar alguma atividade e não consigo, quando me lembro de tudo o que eu fiz e deixei de fazer por influência sua. Minha psicóloga diz que você é uma sociopata, eu concordo, mas me dói pensar que fui boba o suficiente pra servir de marionete. Já quis saber quem têm sido seu brinquedo desde que fui embora, mas na verdade, agora não quero mais contato com nada ligado diretamente a sua pessoa. Seja quem for, eu espero que essa pobre alma se salve mais rápido que eu. Desejo de todo o coração que ela fuja antes que adoeça também.
Aliás, meus parabéns, seu nome está entre os assuntos mais citados das minhas últimas sessões de psicoterapia. Você continua nos comentários das minhas amigas que, volta e meia, não só te mencionam quanto te chamam pelo apelido. Bem, eu praticamente as obriguei a gostar de você naqueles primeiros meses do ensino médio, mesmo com elas tendo te odiado de primeira. Anos depois eu notei que elas gostam de todo mundo de primeira. Teria enxergado a palavra perigo nas entrelinhas se não estivesse cega. Mas eu não as culpo por não terem conseguido me ajudar, assim como também não culpo os lugares que me trazem recordações ruins. Queria que não tivéssemos rodado juntas por tantos cantos legais de São Paulo, porém não vou desviar minha rota. Eu volto lá e crio lembranças com pessoas que valham a pena. Acho que é o que você também faria né?
Nós continuamos nos esbarrando nas fotos que ainda não foram apagadas do meu computador, não por falta de vontade, mas por pouco espaço na agenda. Provavelmente precisarei de uma semana completa pra concluir esse serviço. Boa sorte deletando as minhas também, sem hipocrisia, espero que esse processo te incomode e muito. Assim como me incomodam os seus olhares de raiva nos corredores. Será que o seu coração odioso consegue se desatolar da lama um dia? Ta ai uma novela que eu não perco meu tempo acompanhando, mesmo sabendo que pra cicatrizar cada ferida que você causou em mim eu vou precisar escrever mais alguns textos como esse. Mas olha que maravilha, você roubava a vontade que eu sempre tive de transformar meus sentimentos em palavras, e esse aqui já é meu quarto parágrafo né? Essa é a grande diferença entre nós, eu admito que não posso fingir que você nunca existiu. Isso é essencial para que eu me cure.
Ao mesmo tempo, fico feliz porque de algumas coisas você não faz a mínima ideia, e isso se significa que sua imagem desaparece aos poucos, mesmo que lentamente. Aquela maldita lista de filmes e artistas que me indicou ainda me revira o estômago, mas aos poucos eu crio listas que substituem a sua. Semana passada eu fui ao cinema assistir IT com algumas novas companhias, as paredes do meu quarto foram pintadas de rosa bebê recentemente, troquei os desenhos que vivem pendurados no meu espelho, coloquei novos itens no meu rack, emoldurei uma foto minha e da minha melhor amiga em um quadro azul tão bonito (em outros tempos teu coração pararia se não fosse você na foto). Aliás, tô querendo cortar o cabelão no fim do ano, lembra que a gente tinha planejado deixar que eles crescessem para a viagem de formatura? Eu não ligo mais pra isso, sinto como se ele fosse uma parte de mim que já foi, como a vontade de fazer uma tatuagem combinada com você (misericórdia). Por Deus, como me alivia saber que você não vai ver ou ouvir nada sobre nenhuma dessas coisas, sobre o que está acontecendo agora e sobre o que virá a acontecer em seguida.
Eu tirei o piercing que você me deu no meu aniversário de 17 anos, o coloquei dentro de uma caixinha junto com todas as outras besteiras que ganhei quando a senhorita provavelmente estava pensando no que receberia em troca. Me senti mal dando tudo de presente para o caminhão de lixo sem hesitar, mas sei que essa sensação logo passa. Assim como a vontade de te stalkear nas redes sociais só pra descobrir que todas as pessoas que eu amo foram excluídas da sua conta no facebook. Fez bem na verdade, mantenha essa tua amizade tóxica longe de mim e de todo mundo que me é importante, por favor, e leve esse pedido em consideração mesmo com toda a mágoa que sente por eu ter excluído sua última mensagem repleta de desaforos antes mesmo de lê-la. Consegui fugir do seu golpe final, o que você tem pensado ou dito não faz nem cócegas em mim agora.
Eu queria não ter que escrever esse texto, eu queria que essa fosse a despedida final, eu queria não ter puxado assunto com você enquanto aguardávamos naquela fila. Mas tu me fez crescer como pessoa enquanto diminuía a si mesma, então obrigada por isso! Ah, como eu queria que desfechos não fossem tão complicados, mas pensando agora, talvez términos sejam formas de recomeço.