segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Novo lançamento da Landmark

EDIÇÃO BILÍNGUE – PORTUGUÊS/ INGLÊS
2013 ° CAPA DURA – 16 CM X 23 CM ° 256 PÁGINAS
ISBN 978-85-8070-027-5: PREÇO DE CAPA: R$ 35,00
e-ISBN 978-85-8070-028-2: PREÇO DE CAPA: R$ 9,80
LITERATURA INGLESA: ROMANCE ° TRADUÇÃO DORIS GOETTEMS

 Hoje eu trouxe pra vocês um novo lançamento da editora Landmark,deem uma olhadinha no texto abaixo e eu tenho certeza de que vão gostar.
Considerado como um dos principais trabalhos da escritora inglesa Virginia Woolf, AO FAROL: TO THE LIGHTHOUSE apresenta o cotidiano da família Ramsay e de seus amigos em sua casa de veraneio nas ilhas Hébridas, tendo como pano de fundo os acontecimentos e os traumas da Primeira Guerra Mundial. Escrito a partir de inúmeras perspectivas, alternando entre personagens e períodos de tempo com grande elegância poética, 
o romance não se centra em apenas uma trama, pelo contrário, apresenta um painel verbal sobre cada um dos membros da família, seus amigos e suas viagens à Escócia entre 1910 e 1920, desvendando as recordações de infância de seus personagens e como essas influenciaram suas relações na vida adulta.

O romance, dividido em três partes, apresenta em sua primeira seção a personagem de Mrs. Ramsay, a lente 
através da qual se organiza a maioria dos pontos-de-vista da história, além de também apresentar seu filho, em cujo desejo de seguir “ao farol” repousa todo o ímpeto narrativo. Na segunda parte, o Farol permanece vazio como um marco narrativo para a passagem do tempo e para a morte de vários personagens. Na terceira e última parte, o restante da família finalmente segue para seu destino e o romance transforma-se em um libelo sobre o amor, a perda e a criatividade.

Publicado em 1927, a obra seria um verdadeiro marco na reconhecida bibliografia da escritora e no 
desenvolvimento da literatura modernista na Inglaterra. Geralmente apontada como uma de suas mais elegantes realizações,AO FAROL: TO THE LIGHTHOUSE recebeu o Prix Femina em 1928 e propiciou à escritora o reconhecimento em vida como uma das mais importantes escritoras inglesas de sua geração. A obra não foi somente um sucesso de crítica, mas também um sucesso de vendas atingindo um amplo espectro de todas as classes sociais. Desde o suicídio de Woolf em 1941, «AO FAROL: TO THE LIGHTHOUSE» tem crescido em importância como um discurso preciso contra os temas do imperialismo, da luta de classes e do reconhecimento do papel da mulher.

Uma das grandes inovações da literatura modernista é a técnica de fluxo de consciência, em que o escritor  
tenta capturar um fluxo de características ininterruptas através dos pensamentos dos personagens. Nesta obra, Virginia Woolf se vale constantemente desta técnica, adotando-a como o estilo predominante desde o início da
 trama, desvelando a ação através dos pensamentos e dos sentimentos de cada um dos seus personagens. Embora haja um narrado onisciente para todo o encadeamento da narrativa, através de um discurso indireto, grande parte se baseia na exposição da consciência de cada personagem ao sugerir que a realidade é, na verdade, um acúmulo de várias perspectivas e experiências individuais, de modo que a correta compreensão de cada personagem
 apenas se concretiza pela reunião das diversas impressões apresentadas sobre cada um deles.

A complexidade do estilo de Virginia Woolf ao criar AO FAROL: TO THE LIGHTHOUSE tornou-se sinônimo de inquietação e intimidação, como sugere o título da peça de Edward Albee, de 1962, Quem tem medo de 
Virginia Woolf?. Diante da complexidade literária da autora, deparamo-nos com mulheres que se revelam muito mais fortes que os vulneráveis personagens masculinos, esses com uma evidente necessidade de autoafirmação, sempre em busca de uma incessante compreensão e da aceitação feminina. Além do mergulho nas intrincadas complexidades de cada personagem, a obra nos faz perceber a brevidade da vida: um dia pode durar uma eternidade ao passo que uma década transcorre com notável rapidez, revelando muito das mudanças e da imutabilidade de algumas
condições,sejam elas dos participantes da trama ou da própria vida.


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