terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A arrogância segundo os medíocres

Encontrei esse texto no blog da Giovana Ferrarezi do Radioactive Uncorns,e me identifiquei no mesmo momento e tinha de compartilhar aqui."A arrogância segundo os medíocres" me deu uma nova perspectiva.O texto fez sucesso lá no blog da Gi,recebeu vários comentários mas ele foi escrito por a Carmem Guerreiro do blog Ansiamente.Vi que muitas garotas não compreenderam muito bem o texto e não gostaram,mas acredito que tem de se ter uma mente aberta pra compreender.


“Adorei o seu sapato”, disse uma amiga para mim certa vez.
“Legal, né? Eu comprei em uma feira de artesanato na Colômbia, achei super legal também”, eu respondi, de fato empolgada porque eu também adorava o sapato. Foi o suficiente para causar reticências quase visíveis nela e no namorado e, se não fosse chato demais, eles teriam dado uma risadinha e rolariam os olhos um para o outro, como quem diz “que metida”. Mas para meia-entendedora que sou, o “ah…” que ela respondeu bastou.
Incrível é que posso afirmar com toda convicção que, se tivesse comprado aquele sapato em um camelô da 25 de março, eu responderia com a mesma empolgação “Legal, né? Achei lá na 25!”. Só que aí sim eu teria uma reação positiva, porque comprar na 25 “pode”.
Experiências como essa fazem com que eu mantenha minhas viagens em 13 países, minha fluência em francês e meus conhecimentos sobre temas do meu interesse (linguística, mitologia, gastronomia etc) praticamente para mim mesma e, em doses homeopáticas, comente entre meu restrito círculo familiar e de amigos (aquele que a gente conta nos dedos das mãos).
Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”.
Não importa que ele pague R$ 30 mil em um carro zero, enquanto você dirige um carro de mais 15 anos e viaja durante um mês a cada dois anos para o exterior gastando R$ 5 mil (dinheiro que você, que não quer um carro zero, juntou com o seu trabalho enquanto ele pagava parcelas de mil reais ao mês). Não importa que você conheça uma palavra em outra língua que expressa muito melhor o que você quer falar. Você não pode mencioná-la de jeito nenhum! Mas ele escreve errado o português, troca “c” por “ç”, “s” por “z” e tudo bem.
Não pode falar que não gosta de novela ou de Big Brother, senão você é chato. Não pode fazer referência a livro nenhum, ou falar que foi em um concerto de música clássica, ou você é esnobe. Não ouso sequer mencionar meus amigos estrangeiros, correndo o risco de apedrejamento.
Pagar R$200 em uma aula de francês não pode. Mas pagar mais em uma academia, sem problemas. Se eu como aspargos e queijo brie, sou “chique”. Mas se gasto os mesmos R$ 20 (que compra os dois ingredientes citados) em um lanche do Mc Donald’s, aí tudo bem. Se desembolso R$100 em uma roupa ou acessório que gosto muito, sou uma riquinha consumista. Mas gastar R$100 no salão de cabeleireiro do bairro pra ter alguém refazendo sua chapinha é considerado normal. Gastar de R$30 a R$50 em vinho (seco, ainda por cima) é um absurdo. Mas R$80 em um abadá, ou em cerveja ruim na balada, ou em uma festa open bar… Tranquilo!
Meu ponto é que as pessoas que mais exercem essa censura intelectual têm acesso às mesmas coisas que eu, mas escolhem outro estilo de vida. Que pode ser até mais caro do que o meu, mas que não tem a pecha de coisa de gente arrogante.
O dicionário Aulete define a palavra “arrogância” da seguinte forma:
1. Ação ou resultado de atribuir a si mesmo prerrogativa(s), direito(s), qualidade(s) etc.
2. Qualidade de arrogante, de quem se pretende superior ou melhor e o manifesta em atitudes de desprezo aos outros, de empáfia, de insolência etc.
3. Atitude, comportamento prepotente de quem se considera superior em relação aos outros; INSOLÊNCIA: “…e atirou-lhe com arrogância o troco sobre o balcão.” (José de Alencar, A viuvinha))
4. Ação desrespeitosa, que revela empáfia, insolência, desrespeito: Suas arrogâncias ultrapassam todo limite.
Pois bem. Ser arrogante é, então, atribuir-se qualidades que fazem com que você se ache superior aos outros. Mas a grande questão é que em nenhum momento coloco que meus interesses por línguas estrangeiras, viagens, design, gastronomia e cultura alternativa são mais relevantes do que outros. Ou pior: que me fazem alguém melhor que os outros. São os outros que se colocam abaixo de mim por não ter os mesmos interesses, taxar esses interesses de “coisa de grã-fino” (sim, ainda usam esse termo) e achar que vivem em um universo dos “pobres legais”, ainda que tenham o mesmo salário que eu. E o pior é que vivem, mesmo: no universo da pobreza de espírito.

Com esse texto aprendi,que talvez eu você tenhamos o mesmo''poder",a mesma condição financeira,quero dizer ,mas você gasta seu dinheiro com algo de sua preferencia e eu gasto com algo da minha,mas é provável que você me ache esnobe por achar esse algo que comprei melhor,um exemplo que a Carmem usou foi o curso de francês e a academia,então vou usa-los.Nós gastamos os mesmos 200 reais nessas atividades,mas é provável que você me ache esnobe quando eu te contar que faço aula de francês,sendo que você também poderia fazer mas não quer,no momento em que você me considera esnobe está se menosprezando sabia?,se botando pra baixo,pois tem a mesma condição financeira que eu, mas prefere me fazer sentir mal por que gosto de coisas diferentes(lembrando que eu estou usando o ''eu'' somete como exemplo tá?),ao invés de gastar seu dinheiro com coisas diferentes,não que precise gastar,cada um escolhe o jeito que quer gastar sua grana.Enfim,nós somos exatamente iguais,mas é você que esta me colocando lá em cima e se menosprezando.
Já deixei de dizer muita coisa com medo de me acharem esnobe,sendo que eu e meus colegas temos as mesmas condições financeiras.
E vocês oque acharam do texto?,me falem nos comentários.
beijos <3

14 comentários:

  1. Adoro esse texto da Gi, curti muito quando li la no blog dela. Cara todos nós temos o direito de escolha e se escolhemos aquilo que achamos importante para nós ninguém tem nada com isso.
    Seguindo....bjos! http://confetesaovento.blogspot.com.br/

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    1. Na verdade a Gi só compartilhou no blog dela o texto na verdade é da Carmem Guerreiro do blog Ansiamente.E infelizmente as pessoas não aceitam aquilo que é diferente delas e já preferem nos rotular a tentar nos conhecer melhor.

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  2. Adorei, axo que isso tudo que a Gi escreveu tem muito a ver tb com o "recalque" ela não citou isso, mas acho que muita gente perde o interesse na conversa porque te acha metida e tb porque tem inveja né???
    Muito bacana a opnião dela, é a mais pura verdade.
    Adorei seu blog e to indo no dela agora hahahah
    Bjooo

    www.aprendizdepinup.blogspot.com.br

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    1. O texto é da Carmem Guerreiro do blog Ansiamente.E eu concordo com você,as pessoas tem uma inveja sem sentido,cada um tem o que lutou pra conquistar,nem todo mundo que tem uma condição financeira boa recebeu tudo de mão beijada.

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  3. Gostei muito. Na verdade as pessoas são invejosas, esse é o problema! =(
    Tem muita gente que segue a política do correto na internet e qualquer coisa que fala de exterior e compras é considerado ostentação!
    Infelizmente.
    Amei o texto.
    Beijos

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    1. Rótulos,todo mundo adora dar rótulos aos outros,esnobe,patricinha,mauricinho,ninguém para um pouco pra pensar no que esta falando.Também concordo com a questão da inveja,isso é tão ridículo né?,não é preciso ter inveja,só é preciso correr atrás pra também ter o que essa pessoa alvo da ''inveja'' tem(deu pra me compreender hahaha?)

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  4. Amei o texto, infelizmente é uma realidade aquela nua e crua sabe?! As pessoas querem ser respeitadas por não ter determinada coisa, produto, marca, mas não respeita você por você ter, te intitula "esnobe", te julga pelo ter e não pelo ser. Te pergunta mas não está preparada para sua resposta. A reflexão que esse texto gera é muito boa, é uma pena que geralmente quem precisa ver e enxergar a realidade talvez leia e não perceba que faz isso :( Beijo

    www.blendavenceslau.com

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    1. É como eu disse Blenda,é uma questão de ter ''mente aberta'' e nem todo mundo é assim.Amei seu comentário (:
      beijos.

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  5. Esse texto é maravilhoso.Realmente somos julgados o tempo todo,pelos nossos gostos,interesses e convicções!!!bjs

    http://vanessaquirino.blogspot.com.br/

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    1. E isso só vai parar quando as pessoas entenderem que não são Deus pra julgar alguém né?
      beijos.

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  6. Acho super complicado dizer essas coisas sem parecer "babaca" ou sei lá que estamos esnobando por ter algo.
    Enfim, é triste, mas é a realidade.

    www.privshodgkin.com.br

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    1. Algumas pessoas dizem essas coisas pra esnobar e mostrar o que tem,mas outras não tem essa intenção,enfim,não da pra generalizar.
      beijos.

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