terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Resenha: Cidades de Papel

Sinopse:
Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.
Finalmente! Consegui superar de vez meu trauma do John Green adquirido quando li O Teorema Katherine. Após ler Cidades de Papel, me apaixonei por o escritor, e quero muito ler mais livros dele! 
Acho que já deu pra sacar que curti o livro né? Cidades de Papel é leve, engraçado, e apaixonante. Sem ser dramático ou meloso demais. E acho que essa é a melhor parte na escrita do John Green. Ele consegue fazer até quem não gosta do gênero ler seus livros. O romance fica equilibrado entende? Nada tão dramático que fique clichê. Ou engraçado ao ponto de dar gargalhadas. É sutil.
Pra começo de tudo, você já se apaixona por a capa. A fonte, o mapa, as cores (no decorrer do livro você vê como ela tem absolutamente tudo a ver com a história) ela é linda! A sinopse decepciona um pouco. Parece só mais uma história sobre o nerd e a popular da escola. Romance impossível por serem de mundo diferentes, blá blá blá. Mas não se engane meu querido, Cidades de Papel vai muito alem de todo esse clichê ai. E vá por mim, não despreze livros por a sinopse, elas sempre enganam.
Diferente de O Teorema Katherine (desculpem, mas vou sempre compara-los) consegui me
apegar aos personagens. Odeio e amo Margo Roth Spiegelman. Ela é apaixonante, mas não dá muita importância ao que os outros sentem. É um tanto quanto egoísta e rude. Mas me identifiquei um pouco com ela em alguns pontos. Como, logo no comecinho do livro, quando ela diz que se sente uma garota de papel, vivendo uma vidinha de papel (isso é bem eu hehe).

Já Quentin é aquele cara que você gostaria de conhecer na vida real e ser amigo (a). Ele fica um tanto quanto obcecado por a busca de Margo no decorrer do livro. E também acha que as pessoas deviam agir mais como ele (mas, seu amigo Radar dá um ''tapa na cara'' dele quanto a isso). Mas é adorável mesmo assim.
Acho que a ideia central do livro é mostrar que as pessoas não são aquilo que a gente idealiza. Q não conhecia a verdadeira Margo, e percebia isso a cada pista que ia surgindo sobre o paradeiro da garota. Q só conhecia a menina que morava na casa ao lado, que era sua amiga na infância, e gostava de inventar planos sem noção. Q conhecia uma garota que nunca existiu de verdade. A Margo que ele mesmo inventou.
Isso me fez pensar no quanto fazemos uma ideia errada das pessoas no dia a dia. Em quantas vezes julgamos alguém já no primeiro contato. E até mesmo as pessoas mais próximas, nós não sabemos muito sobre elas. Elas tem uma vida da qual não fazemos parte.
Agora, voltando ao livro. Mais uma coisa que me fez amar Cidades de Papel foram os personagens Ben e Radar. John Green tem uma facilidade enorme pra fazer com que a gente queira que os amigos dos personagens principais, sejam nossos amigos também. Eles são muito divertidos gente! E são
responsáveis por os toques de humor do livro.
O final é ''me ame ou me odeie''. Eu optei por amar. Mas vi muita gente dizendo que o fim estragou o livro inteiro. Bem, acho que se você parar pra pensar um pouco, foi o melhor para os dois personagens. 
Enfim, Cidades de Papel é um romance com um toque de humor. E alem disso, com certeza é uma grande aventura. Te faz ter vontade de juntar os amigos e sair dirigindo por ai. Eu seria doida se não recomendasse esse livro! E já estou contando os dias para a estreia do filme.

Ah, sabe-se lá o porque, essa musica me lembra muito o livro. Escutem!


Me desculpem por a qualidade das fotos, e por ter falado demais nessa resenha. Acredito que não dei nenhum spoiler :)
Mas me digam, já leram Cidades de Papel?, tem vontade de ler? Estão ansiosos por o filme? Me contem aqui nos comentários!
Beijão♥

7 comentários:

  1. Tenho este e ta empacado na minha estante! Quero ler pois varias pessoas me disseram que é o melhor do autor, mas ainda não consegui pega-lo! Vou tentar ler antes do filme sair!!!

    Adorei sua resenha!!! Deu ainda mais vontade!! rs
    http://aquelaepifania.blogspot.com.br

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    1. Leia mesmo Eliza! O livro é ótimo. Não sei se é o melhor dele (já que só li dois livros do autor até agora) mas é muito bom!
      Beijos.

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  2. Tenho muita vontade de ler esse livro
    http://toobege.blogspot.com.br/

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  3. Tenho que confessar que eu só tive vontade de ler Cidades de Papel depois que soube que teria filme, e que o Q seria vivido pelo Nat Wolff, o Isaac de A Culpa é das Estrelas (porque sou dessas, me desculpe sociedade). John Green é o tipo de cara que consegue fazer um romance ser intenso e engraçado ao mesmo tempo. Super vontade de ler esse livro.
    http://rarefeita.com.br

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    1. Nat Wolff é um dos meus crush's eternos haha ♥♥♥
      E o livro é maravilhoso Camila. Você tem que ler, tenho certeza de que não vai se arrepender.

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    2. Devorei esse livro em menos de uma semana e gente, onde que aperta pra ter um Q na minha vida?! Tenho que confessar que me deu um pouco de raiva da Margo quase no final, mas não me decepcionei tanto quanto muitos me disseram, e também acho que foi o melhor pros dois. Ah, e 'wait'... <3
      Valeu muito a pena ler esse livro, principalmente porque em algumas partes ele me fez pensar em algumas situações, como a parte que o Radar fala que cada pessoa é única (dou dando spoiler não, né? Nunca sei se estou dando spoiler, me julguem). Amei esse livro, apesar de tudo, ou por causa de tudo, sei lá.
      Minha reação no final foi tipo: "acabou? é isso mesmo? como eu vivo agora, meu Deus?????"

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