quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

2015, já deu né?

Eu me lembro de ter fechado os olhos e respirado fundo por alguns instantes, enquanto ouvia o barulho dos fogos de artificio. Nos primeiros segundos desse ano, visualizei tudo de bom que eu gostaria que acontecesse. E cruzei os dedos pra sorte me acompanhar dali em diante.

O que eu vou dizer agora é o maior clichê de todos. Coisa que gente que cria muito expectativa diz. Coisa que todo mundo no twitter não para de falar nesse fim de ano: 2015, já deu né?!

Não me entenda mal ok? Tenho que admitir que sou dessas que faz um monte de promessas de ano novo, com a esperança de que algo mágico aconteça e me ajude na hora de realizar tais objetivos. Só que também não me lamento por o que deixei de fazer. Porém, 2015 me maltratou de tal maneira, que é até meio difícil escrever uma lista com tudo aquilo que deu errado.

A começar por o tempo. Esse foi me escorrendo pelas mãos aos pouquinhos. Quando vi, não tinha tempo pra família, pro blog, pra os amigos, pra mim. Tive que ir deixando de lado as coisas que mais amo fazer: escrever, ler, assistir meus filmes favoritos, encontrar quem me fazia bem, almoçar com a família, ou simplesmente respirar fundo. Sei que parece besteira, mas quando tais coisas que te fazem tão feliz vão sendo perdidas uma por uma, e só o que resta são obrigações e responsabilidades, a situação fica feia.

Depois vieram as companhias. 2015 me fez acreditar que não da pra confiar em ninguém. Me envolvi com gente que não dava a minima pra mim, e que fazia questão de dificultar cada passo meu. Quem disse que amizade não pode ser um relacionamento abusivo as vezes? Uma decepção atras da outra. Quem eu mais gostava teve que ir pra longe, e lidar com a saudade foi foda também. 

Consequentemente, perdi a paz. Presa entre um problema e outro, vi gente se alimentando da minha boa energia. Dores de cabeça se tornaram frequentes e, em uma consulta ao médico, descobri que a as manchas que apareciam aos montes na minha pele eram provenientes do estresse sempre presente na minha vida. 

Desnecessário comentar sobre a escola né? Sempre falo sobre como os trabalhos técnicos, que vem um atras do outro, são desgastantes.

Não posso negar que tanta negatividade foi me modificando um pouquinho (e esse é um dos pontos que gosto em mim, a honestidade). Achei que como o mundo me presenteava com coisas ruins, eu tinha direito de devolver essas coisas ruins para o mundo. Comecei a me irritar muito facilmente com tudo e deixei de dar atenção pra aquilo que não me parecia prioridade (acontece que, as vezes, nós tratamos as coisas erradas como prioridade). Se for pra ser sincera, provavelmente não fui uma boa amiga também. E se falei besteira? Como falei! 

Não que tenha tudo sido em vão! Muita coisa nova rolou: lugares novos, experiencias novas, aprendizados novos. Tive momentos bons sim! E na maioria deles me diverti pra caramba. Digo isso pra mostrar que não tem como dar um ano inteiro por perdido. E pra mostrar pra mim mesma que se eu pudesse pegar uma maquina do tempo e desfazer cada erro, eu não o faria. Afinal, cada erro me fez aprender muito!

Talvez você não tenha entendido o por que desse texto, e o por que de alguém estar contando tanta desgraça haha. Mas eu explico: escrevi tudo isso por que acredito que não se pode entrar em um novo ano com assuntos mal resolvidos. Então, querido 2015, sem ressentimentos ok?

As vezes a cura é desabafar, e botar o que ha de ruim pra fora. Seja escrevendo, desenhando, cantando ou simplesmente conversando. Você escolhe o melhor jeito!

Eu vou ficando por aqui, feliz por finalmente poder descansar o corpo e a alma. E pra finalizar só digo: vem 2016, e por favor, pega leve tá?

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