segunda-feira, 18 de julho de 2016

Filme: Convergente

Como eu sou rápida com resenha de filme né? haha. A primeira parte do fim da série Divergente foi lançada em Março desse ano e só agora em Julho é que vim dar minhas opiniões sobre o longa. Enfim, é como diz o ditado: antes tarde do que nunca. Me lembrei recentemente que havia ido com algumas amigas assistir ao filme no cinema (essa é a primeira saga que eu acompanho inteiramente nas telonas) e como virou tradição fazer resenha de todas as partes dessa série, com Convergente não seria diferente.

Antes de qualquer coisa aviso que nunca li um livro da série Divergente, então meus pontos de vista são dados apenas com base nos filmes mesmo. 

Sinopse: Após a mensagem de Edith Prior ser revelada, Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James), Caleb (Ansel Elgort), Peter (Miles Teller), Christina (Zoë Kravitz) e Tori (Maggie Q) deixam Chicago para descobrir o que há além do muro. Ao chegarem lá, eles descobrem a existência de uma nova sociedade. 

Como descobrimos no final de Insurgente, sempre existiu uma sociedade além da conhecida Chicago. E no novo filme da franquia obviamente Tris e seus amigos (isso ficou parecendo chamada da sessão da tarde haha) querem descobrir mais sobre as pessoas que os mantiveram isolados por tanto tempo e obter respostas para seus questionamentos. Evelyn, mãe do Quatro, tenta impedir por acreditar que os muros servem como forma de proteção, mas isso não para o grupo (alias, as cenas de fuga são maravilhosas). Muro atravessado, eles enfrentam um deserto bizarro para chegar até esse ''novo mundo''. 

Essa nova sociedade é visivelmente mais evoluída em termos de tecnologia, e isso fica bem claro durante todo o filme.  Além disso, as pessoas que vivem nesse novo lugar também parecem ser mais evoluídas em questão de educação. Todos recebem Tris e o restante do grupo de forma muito pacifica, e essa aceitação imediata causa desconfiança em Quatro. Logo eles descobrem que essa comunidade esconde mais coisas do que imaginavam.

Enquanto isso, em Chicago, o caos rola solto com Evelyn e os sem-facção tentando impor um regime autoritário ao resto da população. Vemos então que a divisão da cidade deixa de valer, e as facções vão abaixo.

Breve resumo feito, vamos ao que eu achei do filme.

Sempre fui apaixonada por histórias distópicas, mas acho que depois de Jogos Vorazes, Maze Runner, a Quinta Onda e tantos outros do gênero, começo lentamente a me interessar por outras coisas. Não que eu não goste dos títulos citados aqui, muito pelo contrário. Mas hollywood percebeu que histórias com adolescentes lutando para sobreviver em uma sociedade diferente dá dinheiro, e agora esse estilo tem sido explorado de forma exagerada e os roteiros se tornaram cada vez mais parecidos. Por não querer enjoar de distopias, vou me afastar de sagas adolescentes por enquanto. 

Ao final de Insurgente fiquei me perguntando o que a série ainda tinha a oferecer. Afinal, a morte de Jeanine parecia ser o encerramento de uma história. Mas muito pelo contrário, o fim de Divergente reservava outra história que tomaria rumos diferentes daqueles aos quais estamos acostumados. A partir de Convergente percebemos que não se trata mais de uma caçada a divergentes, e sim de algo muito maior. Porém, não se engane, o final parece empolgante mas não passa de uma versão um pouco diferente dos outros filmes da franquia. A impressão que fica é a de que já não ha muita coisa a se acrescentar.
A Série Divergente: Convergente (Foto)
Os novos personagens não cativam, como o vilão David (líder da nova civilização) que não consegue ocupar o espaço deixado por Jeanine. E os personagens conhecidos também não evoluem, como Peter, que permanece sendo o mesmo chato trairá de sempre, e Caleb, que mantem seu jeito amedrontado de ser. Já a protagonista Tris nunca apresentou muito carisma, e nesse filme não é diferente. Ela continua sendo o clichê de heroína corajosa, carrancuda, porém de bom coração. E seu par romântico, Quatro, parece estar lá com o único intuito de manter vivo o previsível ''romance em meio ao caos'' tão frequente em filmes adolescentes.

Outro ponto que me incomodou muito são os diálogos superficiais. A cada fala dos personagens eu ficava com aquela sensação de ''esta faltando algo'' e ''é só isso?''. Todas as conversas eram repletas de clichês.

Enfim, o que mais gostei no filme foram os efeitos especiais e as cenas de ação, que são sempre surreais e de muita tensão (não tenho como contesta-las). Mas de resto ele me decepcionou bastante. Foi como assistir a uma versão ruim dos outros dois filmes, com pouquíssimas diferenças e muita previsibilidade. 
Trailer:
Sei que essa resenha foi muito diferente das outras que fiz sobre a saga, mas acredito que fiquei mais critica em relação aquilo que assisto, então alguns pontos começaram a me incomodar. De qualquer forma, você pode dar uma olhada nas resenhas de Divergente e Insurgente.

Vocês já assistiram ao filme? Se sim, o que acharam? Me contem aqui nos comentários!

Beijão e até o próximo post ♥

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