domingo, 16 de abril de 2017

O que eu tenho feito

Fico pasma comigo mesma, hoje é Páscoa e ainda estou escrevendo sobre Março. Pensei em deixar pra lá (já estamos na metade de Abril né?), mas como faz um tempão desde que fiz um resumo mensal neste blog, e como a saudade desse tipo de post estava grande, achei que valia a pena. O mês que passou foi bem peculiar, pareceu andar rápido mas ter uma quantidade maior de dias (mais alguém sentiu isso?). Sem falar que foi de uma inconstância excecional pra mim, cheio de altos e baixos. Em alguns dias eu fui extremamente feliz e em outros mal conseguia levantar da cama (a famigerada bad me pegou em alguns momentos). A escola aliás, começou a me sugar de vez (pique dementador) e muitas das minhas horas livres foram dedicadas a ela. Mas consegui retirar de Março coisas legais que fiz/ouvi/assisti e vou compartilhar com vocês hoje.
No comecinho do mês comemorei o Carnaval pela primeira vez em 17 anos. Fui a um bloquinho de rua (que de ''inho'' não tinha nada) chamado Meu Santo é Pop. De inicio eu estava bem apreensiva, já que muita gente diz que nesses blocos o assédio é pesado e a galera não sabe se divertir sem arrumar umas tretas, mas depois me apaixonei completamente. Para quem não sabe o Meu Santo é Pop é LGBT, então as gays eram a presença mais marcante lá. E olha gente, deixa eu contar uma coisa pra vocês: essa comunidade tá um nível acima de nós ein? Em nenhum momento fui assediada ou agredida de alguma forma, muito pelo contrário, chegaram até a me pedir desculpas quando recusei ficar com alguém (achei que iria morrer sem viver esse momento). Dancei, pulei e cantei muito com gente que nunca vi na vida (é maravilhoso como todo mundo se junta mesmo sem se conhecer). Além disso, a Lia Clark se apresentou (agora só falta conhecer a Gloria Groove) e as músicas que tocaram foram ÓTIMAS: de Xuxa a Lady Gaga! Esse foi definitivamente um dos dias mais loucos da minha vida. 

Fiquei muito aliviada por ter acertado em cheio na escolha de bloco e não posso deixar de recomendar que vocês vão a algum evento LGBT pelo menos uma vez na vida. Garanto que qualquer um (homo ou hétero) vai se sentir muito acolhido ♥
Assisti a Desventuras em Série e tenho que confessar pra vocês que não gostei tanto quanto imaginei que gostaria. A fotografia, a caracterização e os cenários são a coisa mais linda de se ver (só por isso já é válido conferir), mas muitos pontinhos me irritaram um pouco. Alguns ''bordões'' dos personagens são bem chatos (como quando eles explicam o significado das palavras), volta e meia a bebê Sunny Baudelaire aparece como manipulação digital (quem não odeia isso?) e os primeiros episódios são cansativos porque o enredo é exatamente o mesmo (Conde Olaf tentando levar as crianças de um bom lar). Outra coisa que me incomodou é o exagero de alguns personagens, mas isso é aceitável porque faz parte do universo lúdico da história. Creio eu que se essa série houvesse sido lançada quando era mais nova provavelmente gostaria muito, mas agora ela parece um pouco infantil pra mim. 

Alguns detalhes são legais, como a narração do Lemony Snicket, os momentos musicais e os planos que a Violet elabora. Além disso, quem leu os livros diz que essa adaptação fez o que o filme não foi capaz: satisfez os leitores. Mas para mim foi algo um pouco chato (talvez porque não tenha lido a série). Continuo gostando mais do filme e da fotografia mais Dark e menos colorida dele. Porém, confesso que vou assistir a segunda temporada por motivos de: o último episódio me deixou curiosa e NEIL PATRICK HARRIS ♥
LORDE VOLTOU MINHA GENTE! E não foi qualquer retorno não, foi com uma música que parece ser feita pra mim. Green Light me dá vontade de dar umas voltas pela cidade a noite e dançar muito ao mesmo tempo, hehe. Deem o play ai e entendam melhor o que digo.
Outra série original da Netflix para minha lista, e essa foi "consumida'' toda em um dia. Não tenho muito o que dizer de Santa Clarita Diet, porque ela é uma daquelas séries criadas não para se tornarem a favorita de alguém, mas para descansar a mente e dar algumas risadas. Sabe quando você termina de assistir a um filme muito intenso e precisa ver algo  mais leve e bobo? Então, é esse tipo de entretenimento. Nesses episódios nós conhecemos Cheila e Joel, um casal de corretores bem sucedidos que, junto com sua filha, formam a família perfeita (típica de comercial de margarina). Mas um dia, sem mais nem menos, Cheila vomita horrores (numa cena bem da nojetinha) e posteriormente passa a notar mudanças no seu corpo. Ela se sente mais ativa e cheia de vida, mas na realidade virou uma morta viva que só se satisfaz com carne humana. Desse ponto em diante passamos a acompanhar as várias situações What The Fuck que a dupla enfrenta para conseguir esse tipo de alimento. 

Essa não é uma série sobre zumbis qualquer. Nela, esses seres são ''humanizados'' e não levados tão a sério como outras obras levam. Além disso, o que tem Drew Barrymore tem muito humor e vale a pena
Sabe aqueles dias que te surpreendem de uma forma muito positiva? Os raros momentos que são nossa fuga da rotina diária e por isso se tornam tão valiosos? Vivi um deles recentemente, quando fui ao centro da minha cidade acompanhar um amigo que precisava resolver uns assuntos e na volta para casa encontramos no ônibus um amiga nossa das antigas. Eu e esses dois costumávamos ser um trio (tipo Eddie, Chelsea e Raven hehe) e quando nos reunimos ali foi uma festa só. Tivemos acessos de riso como na época em que éramos crianças e botamos os assuntos em dia. Aproveitamos para ir em uma sorveteria nova do nosso bairro (que é show) para conversar ainda mais um pouco. Notei que a vida leva as pessoas para cantos diferentes, e talvez isso seja até necessário, mas em troca ela proporciona presentes como esse. Esse dia foi tão especial que quis compartilhar aqui ♥♥
Se você me segue no Twitter ou no Instagram, já sabe que minha lista de filmes preferidos ganhou mais um título né? Gritei aos quatro cantos do mundo que estou apaixonada por Forrest Gump e ainda vou indica-lo muito. Esse longa é uma mistura de romance, drama e comédia e nos mostra a vida de Forrest, um cara não muito inteligente mas com o coração de ouro. De alguma forma, ele conseguiu participar de todos os eventos importantes de sua época e se tornar uma figura muito famosa (indo de herói de guerra a dono de uma bem sucedida rede de pescados), mas o foco mesmo é nos seus encontros e desencontros com Jenny, um amor da infância. 
Esse é um filme muito delicado e cheio de aprendizados para levar para vida toda, impossível de não tocar o coração de quem o assiste ♥                                                                                  Quando se chega no terceiro ano de um ensino técnico que te esgota até o emocional, é difícil se ver animada com algum trabalho. Vocês já sabem que eu faço Publicidade e ainda acho que essa é uma área incrível, mas talvez por já ter passado por muitos problemas e perrengues desde que iniciei o curso em 2015, sinto que é a hora de finalizar essa etapa da minha vida. Isso somada a ansiedade que eu estou de terminar o ensino médio né? Fazia um tempão desde a última vez que me senti orgulhosa de verdade de um projeto que participei, mas essa sensação voltou quando meu grupo entregou um podcast para a matéria de Audiovisual e Animação. Minha professora permitiu que escolhêssemos sobre o que queríamos falar nesse programa de rádio digital e decidimos por transsexualidade. O debate envolveu vários tópicos e muito pesquisa, além de duas entrevistas com mulheres transexuais (sendo uma delas a RENATA PERON!!). Aprendi muita coisa sobre essa comunidade e fiquei feliz por todo o conhecimento que absorvi, mas ao mesmo tempo, entendi em parte como pessoas transgênero se sentem e todo o sofrimento que essas passam. O Brasil é um dos países mais preconceituosos com aquilo que é considerado diferente e notar a forma com a qual nossa sociedade exclui as trans é extremamente triste. Precisamos urgentemente repensar a forma com a qual tratamos uns aos outros :/                                                                                        Pra finalizar a lista de séries novas que iniciei, preciso falar de uma que entrou para o meu coração: The Fosters. Comecei a assisti-la no final do ano passado, mas esqueci de mencionar aqui. Nela nós conhecemos uma família que está bem longe do conceito de tradicional. Stef e Lena são casal inter-racial de lésbicas com cinco filhos: Callie e Judy (irmãos adotados), Brandon (filho biológico de um ex relacionamento hétero de Stef) e os gêmeos Mariana e Jesus (também adotados). A história se inicia com a adoção de Callie e seu irmão, mas depois se amplia para muito além disso. Com o passar dos episódios nós começamos a acompanhar os altos e baixos dos Fosters, com um trama que sempre trata de questões importantes como racismo, sexualidade, gênero e até suicídio. Além disso, a série é muito boa em retratar a realidade de crianças adotadas e abandonadas. Mas o que mais gosto nela, além da desconstrução de vários temas tabus, é como o conceito de família é posto em debate. No nosso cotidiano é muito comum ver quem acredite que família se resume a pai, mãe e filhos, mas quem pode dizer que não existem outras formas de família ao ver o laço de amor e união que cerca os Fosters? 
Bem, espero que me perdoem por ter falado demais nesse post. E se você teve animo para ler até o final, receba minha gratidão :) Aliás, me contém nos comentários como foi o Março de vocês e sintam-se livres para me sugerir séries e filmes ok?
Um beijão e até o próximo post!

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