domingo, 25 de fevereiro de 2018

Livro: Para todos os garotos que já amei

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Ano passado eu li pouquíssima coisa e não, eu não me orgulho disso; mas dentre essas raras leituras uma me marcou muito, então logo coloquei na minha listinha de posts quase que obrigatórios a resenha dela, e cá estou eu pra isso! Para todos os garotos que já amei foi um livro que comprei pra dar de presente a uma amiga lá em 2016 (caramba, falando agora parecem séculos né?), sem muito contato com a história eu já havia amado a sinopse e a capa (que é do jeitinho que eu gosto, com cores lindas e fontes maravilhosas) então, bastante tempo depois, me deparei com algumas criticas super positivas do mesmo na internet e logo o pedi emprestado (mais alguém ai pede emprestadas as coisas que da de presente? rs). Mas antes de dar os meus pontos de vista sobre a história, vai ai uma sinopse:
Sinopse Intrínseca: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.       Resultado de imagem para Para todos os garotos que já amei resenhaPrimeiramente eu preciso dizer que é muito legal ter uma protagonista coreana e fugir do estereótipo de garota americana que vemos nas tramas adolescentes geralmente. Por mais que esse traço não seja lá muito explorado no livro, é ótimo saber que a autora, Jenny Han, deu a várias meninas a oportunidade de se verem representadas. E sobre Lara Jean: MEU DEUS, QUE PESSOA MARAVILHOSA. Acho que a identificação com essa personagem é muito fácil, porque ela é uma garota real. Amo o fato dela não ser o extremo de nenhum lado. É inteligente, mas não é nerd; é muito doce, mas não é boba; não tem muitos amigos, mas não é antissocial ou algo do tipo. Essa personagem é super bem construída, e a escritora vai nos dando ao longo da história vários detalhes da personalidade/gostos de Lara que nos fazem a conhecer intimamente. Ao terminar de ler, eu logo quis uma amiga que adorasse fazer scrapbooks, cozinhar docinhos e montar looks estilosos como a senhorita Jean. Pra mim, quanto mais detalhes sobre a protagonista forem dados em uma trama, melhor. Por mais que pareçam bobos, são eles que ajudam a visualizar a personagem com mais clareza, e o livro acerta em cheio nesse ponto. Além do mais, o melhor foi saber que Lara escreve cartas para antigos amores como forma de deixá-los irem embora. Como eu (logo eu) não vou amar alguém que escreve para superar seus dramas?
Também é bem interessante ver como a garota se comporta após sua irmã quase perfeita, Margot, ir para a faculdade e a deixar "tomando conta" de seu pai e da caçula, Kitty. O amor misturado ao sentimento de ter que superar alguém da família é outro ponto super real, e a relação forte entre as duas irmãs mais velhas é o que eu diria ser o mais tenso do livro (não que isso o torne pesado), claro que o fato de um dos antigos amores de Lara ser Josh, o ex namorado de Margot, influencia um tanto nisso. Aliás, esse último fato não é spoiler, já que aparece logos nos primeiros capítulos.                 Os demais personagens do livro também são maravilhosos e, embora não sejam tão detalhados quanto a protagonista, geram certo apego emocional no leitor, em especial, Peter Kavinsky, um dos destinatários das cartas. Peter é, de cara, aquele clichê de filme de colégio, o cara bonito, popular, engraçado e disputado. Ele é quem fará par romântico com Lara e eu confesso que fiquei com um pé atrás nessa parte, já que essa história do bonitão que se interessa por a garota aleatória que ninguém conhece é extremamente batida. Mas é ai que está o diferencial, os dois jovens não se interessam de fato um pelo outro de inicio, mas se veem em uma situação onde ambos seriam beneficiados com um "relacionamento". Dai em diante nós os vemos se apaixonarem de verdade, e mesmo sabendo que isso já era o esperado, é empolgante acompanhá-los descobrindo juntos o que é gostar de alguém. É como reviver um primeiro amor. O leitor vai sentir frio na barriga, vai sorrir com diálogos fofos e engraçados, típicos da adolescência, e vai se colocar no papel de Lara, já que no fim das contas, Peter é o cara mais gente boa e atencioso que alguém poderia conhecer (estaria eu gostando de alguém que não existe?).
O ritmo de Para todos os garotos que já amei corre super bem, e os vários conflitos que a protagonista vai vivendo, suas inseguranças e neuras, não o deixam parado em nenhum momento. Ah, e eu já adianto pra você, a última coisa com a qual o leitor vai se preocupar no decorrer dessa história é com o responsável por ter enviado as cartas, nada de suspense aqui. Na verdade, ao descobrirmos o culpado, lá nas últimas páginas, damos risada e percebemos que na verdade sempre esteve na nossa cara, é quase como se a autora nem tivesse ocultado essa resposta.                                         Resultado de imagem para Para todos os garotos que já amei resenha
Enfim, esse livro fala muito mais do que só sobre garotos e paixões adolescentes, ele tem como características muito fortes a questão da família e da união, e é isso o que o tira do grupinho de tramas teens comuns. Além do mais, nada nele é bobo e sem sentido, todos os medos de Lara se encaixam perfeitamente no contexto em que ela vive naquele momento e são coisas com as quais todos nós lidamos ou teremos que lidar um dia na vida. Recomendo essa história pra todo mundo, acho que se você já é mais velho vai sentir aquela nostalgia gostosa ao lembrar a vida quando ainda se esta descobrindo o mundo, e se você for jovem vai logo querer conversar com a Lara pra tentar entender como resolver certos dramas. Deu pra sacar que esse é um romance leve e descontraído né? Do tipo que você lê em um dia se estiver com tempo livre e do tipo que te deixa felizinho por ser tão tranquilo. Definitivamente, entrou para os meus favoritos da vida.
Antes de terminar o post eu queria dizer que se você já leu esse livro comemora junto comigo, já que uma adaptação para o cinema já tá sendo rodada! Ah, e eu já tô lendo a sequência, P. S Ainda amo você, assim que terminar volto aqui pra dar minha opinião (essa é uma trilogia aliás). Bem, espero que tenham curtido a resenha e se quiserem me dar algumas sugestões de livros parecidos podem falar! :)
Um beijão e até mais ♥
*as fotos utilizadas nesse post são respectivamente do blog Where The Light Is da Gabi, e do Camila Resh da blogueira de mesmo nome ♥

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